30.3.09

Graffiti infantil

Nos meus três últimos posts acerca de Graffiti, levantei alguns tópicos para reflexão: Graffiti - Arte ou crime? Uma discussão antiga. Será o graffiti uma expressão artística ou mero vandalismo? Embeleza a paisagem urbana ou destrói o património?

Ainda em deambulações sobre esta temática, deixo-vos hoje uma notícia algo inédita. É que usar tinta ou dispôr de uma parede para elaborar uma grande pintura mural não é apenas território dos adultos! Uma menina britânica de 11 anos está a ser apelidada de "a jovem Picasso da arte de rua" em consequência dos seus trabalhos de graffiti. Solveig, assim se chama, mora na cidade litorânea de Brighton, e começou a pintar muros perto de sua casa aos 8 anos (talvez seja cultural … ;-)

"Eu já gostava de desenhar. Até que um dia vi um pessoal a pintar, pedi para fazer também e adorei", disse ela à BBC.Solveig graffiti

Presentemente, Solveig é convidada por grafiteiros para participar em pinturas em Londres e outras grandes cidades britânicas. "Todo o mundo nesse meio é adulto. Mas eles gostam de mim e respeitam-me", afirmou. Ela chegou até a ser solicitada para tatuar um personagem na perna de um fã.

Os graffitis de Solveig são caracterizados pelas cores fortes e os desenhos bem delineados. Alguns dos trabalhos consistem apenas no nome da jovem ("S", "O" e "L"). criança pinta graffiti

A jovem ‘graffiter’ também costuma posar ao lado das pinturas e deixar as fotos no seu site na internet. Entre os seus trabalhos preferidos, está uma pintura em um trecho das ruínas do Muro de Berlim. "É uma sensação estranha pintar um muro onde as pessoas levavam tiros se tentassem pular para o outro lado", escreveu ela no site.

"Sei que algumas pessoas pensam que o graffiti suja as ruas, mas eu não acho. Acho que fica bonito", disse.

De referir que a atenção dos media fez com que os pais decidissem "diminuir o ritmo" das actividades de Solveig, para que ela se dedique mais à escola.

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29.3.09

Quem é o autor desta obra?

27.3.09

Análise sociológica do Graffiti

Ricardo Campos, sociólogo, refere que “….Para muitos o graffiti é uma arte. Para outros é puro vandalismo”. Independentemente da forma como o entendemos, podemos certamente afirmar que o graffiti constitui uma cultura, típica dos tempos contemporâneos. Ou seja, para além das expressões visuais que aprendemos a reconhecer como graffiti, existe um modo de vida que não se pode dissociar desta prática expressiva.

O graffiti é uma cultura pelo facto de possuir um sentido de comunidade, uma identidade, uma linguagem, regras e padrões de comportamento que são fundados internamente e conhecidos por todos os que se identificam com a comunidade. Aqueles que fazem graffiti não o fazem no vazio, compreendem o vocabulário cultural, conhecem os instrumentos e as regras de quem pinta na cidade. Intitulam-se writers, possuem um tag e agrupam-se em crews, com o intuito de pintar. O tag é a identidade cultural dos writers, é a forma como gostam de ser reconhecidos na comunidade a que pertencem. Esta é, então, uma cultura que é cultivada há gerações por writers originários dos mais diversos pontos do planeta, que individualmente ou em crew, pintam nas suas cidades, divulgam os seus trabalhos e definem as orientações do movimento.
A prática do graffiti não é realizada ao acaso ou de forma caótica. Existem regras que permitem estruturar a comunidade e as suas formas de agir. As regras, aceites de forma relativamente consensual, enunciam os critérios de avaliação das obras e do estilo, o valor dos diferentes spots ou os territórios de acção. Apesar das alterações que se registaram ao longo das últimas décadas, no interior desta cultura, algumas normas e procedimentos mantêm-se praticamente inalterados, sendo transmitidos de geração em geração. Assim, existe uma ética interna, respeitada pela grande maioria dos writers, que define como e onde pintar. É relativamente consensual a ideia que de existem locais proibidos (como sejam os monumentos) ou que a obra de outro writer não deve ser crossada, excepto em situações muito particulares. Pertencer à comunidade writer passa, então, por aceitar as regras implícitas do movimento. Estas regras são apreendidas com o tempo, geralmente pelo contacto com writers mais experientes que cumprem uma função fundamental, na transmissão dos valores, das normas e na preservação da sua história.
Esta é uma cultura formada por diferentes modos de viver que correspondem, igualmente, a distintas formas de expressão. Todavia, assumindo a fronteira da legalidade como elemento fundamental para a definição desta cultura, podemos, de forma elementar, distinguir o graffiti ilegal ou bombing, do graffiti de natureza legal. Cada uma destas vertentes comporta diferentes regras, modos de acção, linguagens e simbologia.
O graffiti representa uma cultura e tem já uma história que apesar de breve, é marcante. Este é, inegavelmente, um fenómeno urbano de relevância incontornável nas últimas décadas do século XX. O património acumulado e preservado, é composto por nomes lendários, como TAKI183… por estilos únicos, como o Wildstyle, Bubble style, 3D e por obras inesquecíveis. É obrigatório conhecer as carruagens e metros pintados, nos primórdios do graffiti Nova Iorquino, determinantes para o futuro desta expressão visual.
Também em Portugal o graffiti tem uma história, que é relembrada por muitos que conheceram os pioneiros e asseguram a sua memória. Surgido vinte anos após o nascimento deste fenómeno nos EUA, o graffiti português desponta nos anos 90 do século XX, na área da Grande Lisboa. Nomes lendários do panorama português, faziam as primeiras explorações do graffiti na parede, dando a conhecer uma forma de expressão visual que até então era desconhecida da maioria. O magnífico mural das Amoreiras é, de certa forma, o símbolo do graffiti de Lisboa, com pinturas de alguns dos pioneiros desta arte.

Uma observação atenta do graffiti indica-nos, que esta é uma prática basicamente citadina, participa da dinâmica cultural do meio urbano. O lugar do graffiti é, por excelência, o espaço público urbano.  As origens mais remotas deste movimento cultural situam-se no movimento hip-hop, dinâmica cultural nascida nos espaços da pobreza e exclusão da cidade de Nova Iorque, há mais de trinta anos.


A ilegalidade, assumida como uma dimensão fulcral, é vivida com intensidade, uma espécie de jogo que não comporta consequências graves para os menores de idade. O crescimento, com o acumular de novas responsabilidades, como sejam a família e o trabalho, impõe novos cuidados a quem se move no meandros do graffiti ilegal. Daí que seja muito comum, os writers irem gradualmente abandonando a actividade, à medida que se aproximam das fronteiras do mundo adulto. Os mais antigos, optam, muitas vezes, pelo graffiti de natureza legal, escapando, desta forma, aos eventuais problemas judiciais, sempre presentes na prática do bombing.
Deste modo, ultrapassar a fronteira que separa o mundo jovem do mundo adulto determina, na grande maioria dos casos, o abandono ou a reconversão da actividade. A renovação de gerações é, deste modo, um facto e um princípio cultural, na medida em que gera dinamismo, acentua a competição e promove a mudança. Assim se compreende a rapidez com que surgem novas propostas estéticas, num meio que vive essencialmente da criatividade dos mais jovens e da sua capacidade para inovar.

(Pesquisa efectuada na internet em sites alusivos à temática)

26.3.09

Como está Portugal de Graffitis

Quando no final dos anos sessenta e princípio dos 70’  alguns miúdos começaram a rabiscar as paredes das casas de banho ou o interior das carruagens do metropolitano nova-iorquino, com os seus próprios nomes ou o nome dos 'gangs' ao qual pertenciam, mal podiam saber que estavam a criar uma nova disciplina no mundo da arte. Apesar do graffiti - do grego "graphein" e do latim "graffito" (desenho ou rabisco numa superfície) - ter já referências na Roma antiga, o termo contemporâneo designa a inscrição de mensagens clandestinas, sobretudo nas paredes e no mobiliário urbano, que podem ir de simples monogramas de uma cor até composições mais elaboradas e de diferentes matizes.

Criada nos guetos americanos como demarcação de território, os graffiters logo tomaram consciência dos seus dons artísticos e passaram a retratar o quotidiano de sofrimento e violência das comunidades, a falta de oportunidades, as drogas, a opressão do sistema, etc.

A discussão sobre os graffitis centra-se em questões tais como se o graffiti é vandalismo (encarado do ponto de vista legal) ou se pode ser considerado uma forma de arte se for feito numa base legal.

Após a revolução do 25 do Abril, os murais em Portugal deixaram praticamente de ter uma conotação política e passaram a estar associados a imagens e mensagens generalistas e/ou individualistas, ou ainda chamadas de atenção para situações concretas. "Essa mensagem política perdeu-se porque se calhar também se perdeu um pouco da consciência política que caracterizava esse período", opina Odd, pseudónimo do Graffiter português.

O factor adrenalina

Ao longo dos tempos, só um aspecto se manteve inalterável nas pinturas murais, independentemente do seu género: a perseguição das autoridades - baseada, claro está, na legislação vigente - a quem não procura mais do que trazer um pouco de arte ao quotidiano cinzento das cidades. Leia o que se verificou numa noite em que surgiu o convite para acompanhar a realização de uma pintura. O cenário era um muro de quase vinte metros numa das ruas mais movimentadas do Porto, e, portanto, onde seria difícil camuflar a actividade. O grupo encontrou-se às três da manhã com elementos de um outro colectivo que tinha pintado o muro ao lado na semana anterior. O motivo era comum: chamar a atenção para a progressiva degradação de uma casa do início do século XX, que estará, ao que tudo indica, prestes a sucumbir à pressão imobiliária.

Ao todo, reunem-se para cima de vinte pessoas no pequeno largo fronteiro ao local da realização do trabalho. Cerca de metade irá vigiar as ruas circundantes de forma a poder alertar, via telemóvel, da passagem da polícia. Um dos elementos do grupo percorrerá de mota cada um dos postos de observação para garantir que nada falhe. Outros ainda vão filmar a pintura, cuja mensagem ("Um dia a cultura vem abaixo") alude ao facto de a preservação do património também poder ser uma forma de cultura.

No Porto, conta Biph, a polícia não é tão incisiva como na capital. Em Lisboa, explica, "têm um ficheiro com os murais e os nomes dos autores". A arte desenvolveu-se a tal ponto na capital que existem artistas estrangeiros a apreciar o trabalho que por lá se faz e haja quem, como o líder do partido Popular, Paulo Portas, proponha a criminalização desta actividade!

Biph", "Odd" e outro graffiter pintaram, sob encomenda do conselho directivo, uma parede lateral de um pavilhão pré-fabricado de uma escola secundária da cidade do Porto. "Foi uma sensação fantástica saber que podíamos estar à vontade e que não estávamos a fazer nada de errado".

Vejamos Graffitis em espaços urbanos portugueses - Setúbal:

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Bowling de Cascais, Fun Center Colombo, tmn Exponor 07:

Graffiti Bowling de Cascais Teatro Parque Mayer:

Graffiti teatro Parque Mayer

Bar Sortilégio:

Graffiti Bar Sortilégio E também há os amantes de Graffiti que decoram quartos de criança!

Graffiti criança  Quartos de criança

25.3.09

23.3.09

Génese e evolução do Graffiti

Susan Phillips, investigadora da Universidade da Califórnia em Los Angeles, define o graffiti como uma transmissão de mensagens de carácter "secreto" ou "oculto" - dirigidas a uma comunidade já familiarizada com os seus códigos e símbolos estéticos próprios - e considera-o uma forma de arte pelo facto de possuir cargas simbólicas e formas estéticas baseadas num código de grupo que ultrapassam temporalmente a existência do próprio grupo ou dos indivíduos a ele ligados. Nesse sentido também, o graffiti não deve ser entendido isoladamente mas sim como parte integrante de uma cultura de rua mais vasta que inclui música - 'hip-hop' e 'rap' - e dança - 'breakdance'.

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 graffitiFachada decorada c graffiti, em Olinda - Pernanbucoclip_image002Fachada decorada com Graffiti em Olinda, Pernambuco.

Ainda de acordo com a investigadora, o graffiti é uma arte culturalmente cruzada que pode dar origem a três géneros de expressão: o graffiti político e social, que se pode combinar com outras formas de expressão gráficas como murais ou mostras de arte, representando o trabalho de indivíduos ou grupos políticos contestatários; o graffiti dos "gangs", utilizado por estes grupos de rua como marcas territoriais nas áreas urbanas, associadas a outras formas acessórias de arte como tatuagens ou estilos de roupa que identificam "práticas sociais e económicas ilegítimas" que vão além do graffiti propriamente dito; e finalmente o género de graffiti mais difundido: o chamado "estilo Nova York", ou "Hip-Hop" (termo que deriva do género musical), que se espalhou pelas cidades norte-americanas e pelo resto do mundo, sobretudo na europa, a partir dos anos 70.

  GraffitiFree_450x300Rotunda Graffiti

Não se sabe exactamente quando o graffiti contemporâneo se tornou uma arte no sentido estrito do termo. Talvez a partir do momento em que transpôs as ruas e passou a poder ser apreciado nas galerias de arte ou em colecções particulares, mas o facto é que teve origem e se desenvolveu nas zonas degradadas da cidade de Nova York. No início eram apenas assinaturas ('tags') feitas em locais públicos com boa visibilidade, prática que originou o termo 'Writer' - não literalmente escritor, mas mais qualquer coisa como rabiscador. Exemplo: "Taki 183", pseudónimo de um nova iorquino de ascendência grega que se notabilizou por ter sido o primeiro a espalhar de forma sistemática o seu 'tag' pelo espaço urbano, chegou inclusivamente a ser entrevistado por jornais como o "New York Times".

A partir dessa altura o movimento não parou e deu origem a formas aperfeiçoadas de 'tags', que foram evoluindo para formatos maiores, trabalhados em várias cores, até se chegar às autênticas telas ('pieces' - termo abreviado que deriva da palavra "masterpiece", ou obra de arte) de rua que se podem apreciar em várias cidades do mundo. Algumas delas podem ser vistas em sites como www.artcrimes.com, onde se percebe porque razão o grafitti, como argumenta Susan Phillips, pode ser entendido como uma forma de arte.

E por último, deixo-vos ss imagens em baixo clip_image002[3]tiradas em S. João do Estoril, numa rua sem saída, um beco perpendicular à linha de combóio. Tal como disse no post anterior, convenhamos que uma ruela aparentemente sem graça, beneficiou desta intervenção de rua!Graffiti S João  Graffiti S João-perspectiva

17.3.09

Grafite ou Graffiti = Arte

Grafite ou grafito (do italiano graffiti, plural de graffito) é o nome dado às inscrições feitas em paredes, desde o Império Romano. Considera-se grafite uma inscrição caligrafada ou um desenho pintado ou gravado sobre um suporte que não é normalmente previsto para esta finalidade - normalmente em espaço público.

Por muito tempo visto como um assunto irrelevante ou mera contravenção, atualmente o grafite já é considerado como forma de expressão incluída no âmbito das artes visuais, mais especificamente, da street art ou arte urbana - em que o artista aproveita os espaços públicos, criando uma linguagem intencional para interferir na cidade.

Antes de prosseguir, vejamos alguns graffitis de 4 países, respectivamente: Portugal, Espanha (Barcelona), Alemanha e Brasil

graffiti-portugal 024 Barcelone Graffiti Alemanha Graffiti   Brasil Graffiti00

Normalmente o grafite caracteriza-se por uma elaboração complexa. Osgemeos, dupla de grafiteiros de S. Paulo, autores de importantes trabalhos em várias paredes do mundo - onde se inclui a grande fachada da Tate Modem de Londres. O museu tem anunciado  a "Street Art" como "a primeira grande mostra do género em um museu público de Londres" (veja o video em baixo)

A partir do movimento contracultural de maio de 1968, quando os muros de Paris foram suporte para inscrições de caráter poético-político, a prática do grafite generalizou-se pelo mundo, em diferentes contextos, tipos e estilos, que vão do simples rabisco ou de tags repetidas, como uma espécie de demarcação de território, até grandes murais executados em espaços especialmente designados para tal, ganhando status de verdadeiras obras de arte. Os grafites podem também estar associados a diferentes movimentos grupos urbanos, como o hip-hop, por exemplo, e a uma certa transgressão.

Dentre os grafiteiros, talvez o mais célebre seja Jean-Michel Basquiat, que, no final dos anos 1970 despertou a atenção da imprensa novaiorquina, sobretudo pelas mensagens poéticas que deixava nas paredes dos prédios abandonados de Manhattan. Posteriormente Basquiat ganhou o rótulo de neo-expressionista e foi reconhecido como um dos mais significativos artistas do final do século XX. (Pesquisa efectuada na internet).

Dada a extensão do tema, haverá outro post! I’ll be back! ;-)

13.3.09

Pobres dos bichinhos, também eles sujeitos à sobrelotação de espaço... só agora depois de publicar a imagem é que a observei de outra perspectiva :-( pois quando a vi inicialmente, o que sobressaiu para mim foi a mancha colorida! vou fazer novamente este exercício mas com uma imagem menos oprimida, não abusiva dos animais.Image and video hosting by TinyPic

Aproxima-se a.... ? ;-)

Deixo-vos esta "aguarela", alusiva à ......
É um exercício que estou a testar, utilizando as "dicas para Blogger", recomendado pela prof :-)

Image and video hosting by TinyPic

11.3.09

Pintura e poesia – Joaquim de Carvalho

O pintor alia duas dimensões da arte, privilegiando o diálogo da pintura com a poesia e vultos maiores do modernismo português.

A força da imagem pictórica, aliada à poética pessoana, levam-nos a interpretações plásticas expressas no título da exposição “Um olhar” sobre Mensagem, de Fernando Pessoa, desenvolvida pela Câmara Municipal de Cascais e pela Comunidade Cultural e Virtual. A decorrer até 14 de Março na Biblioteca Municipal de Cascais S. Domingos de Rana e na plataforma www.secondlife.com

Joaquim de Carvalho possui uma vasta obra dedicada a Fernando Pessoa. Esta mostra centra-se em 34 poemas da obra Mensagem – 1º e único livro publicado em português em vida do poeta. Diz assim JC: “Encontrei em “Mensagem”, uma consciência do nosso passado que foi futuro anterior de muitos futuros (…)”.

Olhar_pessoa Inevitável terminar com Fernando Pessoa:


Pousa um momento,
um só momento em mim,
Não só o olhar , também o pensamento.
Que a vida tenha fim
Nesse momento!
No olhar a alma também
Olhando-me, e eu a ver
Tudo quanto de ti teu olhar tem.
A ver até esquecer
Que tu és tu também
Só tua alma! sem tu
Só o teu pensamento
E eu vendo, alma sem eu.Tudo o que sou
Ficou com o momento
E o momento parou.
Meu ser vive na Noite e no Desejo.
Minha alma é uma lembrança que há em mim.

j carv        joaq carva

9.3.09

Speed Painting

 

Deixo-vos pequenos videos alusivos a uma técnica designada por “Speed Painting”. Pergunto-me em que diferem estes trabalhos realizados no Photoshop, com ferramentas próprias para traçar, esbater, esfumar, de outros trabalhos realizados com óleos, acrílicos, pincéis e trinchas, terebentinas, óleos de linhaça e toda a panóplia de materiais inerentes à expressão artística.

Será que  esta técnica, bem como o domínio do photoshop se elevam à categoria de arte? Poder-se-á considerar Speed Painting uma arte? Uma habilidade?

Vejam a destreza do traço, a harmonia das formas, das espessuras, a luminosidade, o jogo de cores, de luz e sombra, que o autor (?) pintor (?) revela neste “Speed Painting”. Imaginem que em vez do rato, ele tem um pincel na mão… o resultado seria o mesmo?

Será que há grandes diferenças? Quer se utilize o rato, quer o pincel, provavelmente os contornos, as manchas de cor e todas as tonalidades e reflexos iriam resultar no produto final?

GraffitiArt Painting

Será que o spray que o autor escolheu para este video difere do spray e da técnica que utilizaria num muro da cidade?

Graffiti é uma arte de rua. E executada no computador, deixa de ser arte e passa a ser uma destreza?

4.3.09

Nelson Santos, pintor, caricaturista, cartoonista português

Continuando na temática do meu blog » Arte « e assuntos "colaterais", tenho optado pela divulgação do que por cá se produz. Assim, o enfoque deste blog tem incidido em dar visibilidade a exposições de trabalhos de artistas plásticos portugueses, alguns dados biográficos de artistas de renome ou que aprecio particularmente, e também videos tutoriais com dicas de pintura, direccionados a auto-didactas, amadores e amantes das artes.

Seguindo esta linha, deixo-vos hoje um trabalho espectacular de caricatura digital elaborada por Nelson Santos, natural de Benavente. Tanto quanto assimilei da pesquisa que ando a realizar, este tipo de trabalho insere-se no campo das artes, designado-se por “Arte digital” e também  “Speed Painting”.


Nelson Santos especializou-se em fazer caricaturas ao vivo e a cores para animação de eventos, congressos médicos e farmacêuticos, inauguração de espaços comerciais e nocturnos, campanhas de lançamento, acções de marketing e promoção de marcas em bares ou discotecas, aniversários de empresas ou festas infantis, festas de natal, casamentos, stands e feiras do livro ou de negócios. Participou este ano 2009 na exposição de caricaturas em Tomar, a convite da Livraria Ao Pé das Letras, exposição esta que esteve também patente em Salvaterra de Magos.

Veja 8:26’ de Arte Digital realizada por artista português. Depois entusiasme-se e explore as potencialidades do Photoshop ;-)

Quando tiver outros 9’ veja a caricatura do Ministro dos negócios estrangeiros, Luis Amado, realizada também no Photoshop por Nelson Santos

Eis algumas caricaturas “em papel” realizadas por Nelson Santos:

Carlos do Carmo clip_image002                                Amália Rodrigues clip_image002

Carlos-do-Carmo  Amalia-Rodrigues

Jamal Malik (personagem do filme extraordinário “Quem quer ser bilionário”) jamal malik  ArafatCristianoRonaldo

3.3.09

TROFÉU

Fui "galardoada" com um Troféu gentilmente oferecido por Iscte7277, que muito agradeço :-) Fica aqui na minha vitrine, para que todos quantos me visitam o possam ver. Acontece que tenho uma missão-não-secreta-quase-impossível-deIscte7277, para a qual conto convosco: 8 bloguistas ou 8 visitantes que aqui passem, devem escolher outros oito blogs e incluir este texto junto com o seu troféu (copy & paste).
Help me pleaseeeeee!!!!!!!!!!