9.3.09

Speed Painting

 

Deixo-vos pequenos videos alusivos a uma técnica designada por “Speed Painting”. Pergunto-me em que diferem estes trabalhos realizados no Photoshop, com ferramentas próprias para traçar, esbater, esfumar, de outros trabalhos realizados com óleos, acrílicos, pincéis e trinchas, terebentinas, óleos de linhaça e toda a panóplia de materiais inerentes à expressão artística.

Será que  esta técnica, bem como o domínio do photoshop se elevam à categoria de arte? Poder-se-á considerar Speed Painting uma arte? Uma habilidade?

Vejam a destreza do traço, a harmonia das formas, das espessuras, a luminosidade, o jogo de cores, de luz e sombra, que o autor (?) pintor (?) revela neste “Speed Painting”. Imaginem que em vez do rato, ele tem um pincel na mão… o resultado seria o mesmo?

Será que há grandes diferenças? Quer se utilize o rato, quer o pincel, provavelmente os contornos, as manchas de cor e todas as tonalidades e reflexos iriam resultar no produto final?

GraffitiArt Painting

Será que o spray que o autor escolheu para este video difere do spray e da técnica que utilizaria num muro da cidade?

Graffiti é uma arte de rua. E executada no computador, deixa de ser arte e passa a ser uma destreza?

6 comentários:

Isamar disse...

Pouco percebo dos trabalhos realizados no photoshop ( com muita pena minha) mas não se enquadram no conceito que tenho de arte. A criatividade do artista, a técnica,a harmonia do traço,o produto final, na tela, são inteiramente seus. Mas isto tinha "pano para mangas".

Um abraço

Bem-hajas!

anamar disse...

Bela provocação e melhor post para aprofundar melhor esta técnica , longe do meu saber!
Contudo , penso que será sempre uma forma de arte!
Dia bom
Ana

Iscte 72-77 disse...

Esta técnica de manusear o photoshop é espectacular... não fazia ideia destas possibilidades...uma bela mensagem.

Riscos e Rabiscos disse...

ISAMAR

Obrigada pela visita e comentário, creio que seja "estreante" no meu blog. Apareça sempre que lhe apetecer, tento que seja interessante para todos nós :-)
Curiosamente hoje coloquei esta questão da pintura digital, ou speed painting, numa aula de História de Arte contemporânea e a prof afirmou tratar-se de arte...
De facto, a criatividade e a técnica estão lá! A partir da década de 60, o ponto fulcral na arte é a ideia e não o processo. As instalações "absurdas" que vemos em todos os espaços de arte são exemplo disso. Um escadote, 3 garrafões, 7 cordas...por ex ;-) são a marca do homem no mundo contemporâneo. Alguém teve essa ideia... e ...click!
Até breve

Riscos e Rabiscos disse...

ANAMAR:

Será uma provocação para a pintura quinhentista sem dúvida ;-) nessa época a pintura obedecia a cânones e centrava-se em motivos religiosos. Ninguém ousava novas experimentações. Hoje é impensável. A arte contemporânea abraça o efémero, o "fast painting" (acabei de inventar este termo, e até encaixa bem!!!),resultado dos inúmeros estímulos e das múltiplas escolhas. E isto acontece depois da industrialização (ando em história de arte ;-p)

Riscos e Rabiscos disse...

ISCTE 72-77:

Espectacularíssima!!! Quem me dera dominar as ferramentas do photoshop com esta perícia! Acho fascinante os resultados que se obtêm com as tecnologias no campo das artes!
Quem inventou o termo "speed painting" não faz justiça às horas infindáveis de estudo, treino, experiências, etc, necessárias ao domínio da técnica!