23.4.09

"ESTE VERÃO, QUERES SER SEREIA OU BALEIA?"

Hoje deixo-vos um blog perante o qual não é possível ficarmos indiferentes. De tal forma que me sinto no dever moral e de cidadã de o divulgar ao maior número possível de pessoas:  http://sercristal.blogspot.com  Depois de lá ir, aja de acordo consigo próprio/a (“you choose the way you want to live”).(gosto bastante do impacto que esta frase tem (em mim) hei-de usá-la aqui mais vezes ;-)

E agora, depois de termos visitado o blog mencionado, e para aligeirar as emoções, aqui vos deixo um episódio engraçado :-)

Há uns dias, numa cidade de França, um cartaz, com uma jovem espectacular, na montra de um ginásio, dizia:

"ESTE VERÃO, QUERES SER SEREIA OU BALEIA?"

             

Dizem que uma mulher jovem-madura, cujas características físicas não interessam, respondeu à pergunta publicitária nestes termos:

"Estimados Senhores:

As baleias estão sempre rodeadas de amigos (golfinhos, leões-marinhos, humanos curiosos). Têm uma vida sexual muito activa, engravidam e têm baleiazinhas ternurentas, as quais amamentam.  

Divertem-se à brava com os golfinhos, enchendo a barriga de camarões.

Brincam e nadam, sulcando os mares, conhecendo lugares tão maravilhosos como a Patagónia, o mar de Barens ou os recifes de coral da Polinésia.

As baleias cantam muito bem e até gravam CD's. São impressionantes e praticamente não têm outros predadores além dos humanos. São queridas, defendidas e admiradas por quase toda a gente.

As sereias não existem. E, se existissem, fariam fila nas consultas dos psicanalistas, porque teríam um grave problema de personalidade, "mulher ou peixe?".

Não têm vida sexual, porque matam os homens que delas se aproximam, além disso, por onde? Por isso, também não têm filhos. São bonitas, é verdade, mas solitárias e tristes. Além disso, quem quereria aproximar-se de uma rapariga que cheira a peixaria?

Para mim está claro, quero ser baleia!!!  

P.S.: Nesta época em que os meios de comunicação nos metem na cabeça a ideia de que apenas as magras são bonitas, prefiro disfrutar de um gelado com os meus filhos, de um bom jantar com um homem que me faça vibrar, de um café e bolos com os meus amigos.

Com o tempo ganhamos peso, porque ao acumular tanta informação na cabeça, quando já não cabe, espalha-se pelo resto do corpo, por isso não estamos gordas, somos é tremendamente cultas. A partir de hoje, quando vir o meu rabo ao espelho, pensarei, “Meu Deus, que inteligente que sou..."

99% de probabilidade deste artigo ter sido escrito por uma mulher bastante inteligente!   ;-)

22.4.09

Edvard Munch – O Grito

Pintor e Printmaker Norueguês (Simbolismo/Expressionismo)
1863-1944

Há uns posts atrás, coloquei aqui um pequeníssimo vídeo alusivo à obra "O Grito", em norueguês “Skrik”. É uma das obras primas do pintor norueguês Edvard Münch", datada de 1893 e encontra-se na National- Gallery, em Oslo.

Trata-se dum quadro de pequenas dimensões, com 91cm x 74cm, a óleo e pastel. A fonte de inspiração para a figura humana estilizada terá sido uma múmia peruana que Munch viu na exposição universal de Paris em 1887, segundo Robert Rosenblum, um especialista da obra do pintor.

clip_image002O Grito é considerado uma das obras mais importantes do movimento expressionista e adquiriu um estatuto de ícone cultural (no período pós-segunda grande guerra) a par da Monalisa de Leonardo da Vinci.

A fonte de inspiração d’O Grito pode ser encontrada na vida pessoal do próprio Munch, um homem educado por um pai controlador, que assistiu em criança à morte da mãe e de uma irmã.

O seu estado de espírito está bem patente nas linhas que escreveu no seu diário: “Passeava com dois amigos ao pôr-do-sol – o céu ficou de súbito vermelho-sangue – eu parei, exausto, e inclinei-me sobre a mureta– havia sangue e línguas de fogo sobre o azul escuro do fiord e sobre a cidade – os meus amigos continuaram, mas eu fiquei ali a tremer de ansiedade – e senti o grito infinito da Natureza”.

Curiosidade: a crítica foi desfavorável e a obra foi classificada como arte demente. Mais tarde, o regime nazi classificou Munch como artista degenerado e retirou toda a sua obra em exposição na Alemanha. Um crítico considerou o conjunto, e em particular O Grito, tão perturbador que aconselhou mulheres grávidas a evitar a exposição. A reacção do público, no entanto, foi a oposta e o quadro tornou-se em motivo de sensação.

 O Grito de Homer Simpson  ;-)  homer-Versão -O Grito-de Edvard .. 

munch prato

                                                        Sobremesa versão Munch ;-)

17.4.09

O 1º artigo da "Declaração Universal dos Direitos do Homem" diz que os seres humanos nascem livres e iguais

Entre os resultados práticos da noção de que a humanidade se divide em raças, e que algumas são superiores e outras inferiores, está o extermínio de 6 milhões de judeus pelos nazistas nas décadas de 1930 e 1940…

Wobbelin_Concentration_Camp   739px-Buchenwald_Slave_Laborers_Liberation

Depois do Nazismo, a UNESCO publicou um estudo intitulado The Race Question reunindo grande número de estudiosos e pensadores, e refuta a noção de raça humana porque ela perdeu qualquer validade científica ou antropológica. 

A designação ‘raças humanas’, um conceito estritamente antropológico, classifica grupos populacionais com base em características morfológicas: traços visíveis, tais como cor da pele, formação do crânio e do rosto e tipo de cabelo, constituição física, estatura, etc.

A designação etnia é muitas vezes usada como um eufemismo para raça, ou como um sinónimo para grupo minoritário. Etnia compreende os factores culturais, como a nacionalidade, a afiliação tribal, a Religião, a língua e as tradições.

rostos raças

A cultura como principal critério de diferenciação:

Assim, abandonada a noção de raça, a partir do séc xx um novo paradigma sustentado pela ciência, afirma que os grupos humanos se distinguem e se diferenciam unicamente em termos culturais. A imensa diversidade cultural, correspondendo a modos de vida extraordinariamente diversificados, não é em nada imputável à biologia: ela desenvolve-se paralelamente à diversidade biológica. O racismo consiste precisamente no contrário, fez  de um fenómeno cultural um fenómeno pretensamente físico, natural e biológico.430px-William_Blake-Europe_Supported_By_Africa_and_America_1796 “No início das pesquisas em genética, os cientistas, que tinham em mente as classificações raciais herdadas do século passado, pensavam que iriam encontrar os genes dos Amarelos, dos Negros, dos Brancos... Pois bem, nada disso, não foram encontrados. Em todos os sistemas genéticos humanos conhecidos, os repertórios de genes são os mesmos”.

No ser humano, o impacto da cultura não parece assim ser suficientemente grande para explicar uma diferenciação entre raças.

14.4.09

Les uns et les autres ou, Nós os europeus, e os étnicos…

                         Les uns…

[Genuíno+10.jpg] et les autres…

A etnologia, ciência que estuda as etnias, é uma área multidisciplinar que reconta a história de negros, índios, mestiços e procura caminhos para que se exterminem racismos e outras formas de injustiças étnico-culturais. Esta é a área de um mestrado numa universidade do Brasil.

Diz assim o dicionário: etnologia é o Tratado acerca da origem e distribuição dos povos.

Étnico define-se como:

. Característico de um país.

. Designa os habitantes de uma região ou é relativo a eles.

De acordo com estas definições, somos todos étnicos. Les uns. Ou étnicos são les autres?

Aqui vos deixo uma multiplicidade de imagens etiquetadas como étnicas, ainda a propósito  das minhas pesquisas em torno de raça, etnia, grupo, população, povo, nação, etc.

Vejamos então fotografias e respectivas legendas retiradas da net:

               Moda étnica                                                        Marketing étnico (?)

                     

         Caixa étnica (?)                       Cabelos étnicos                      Minorias étnicas   

        

Geralmente utiliza-se o termo etnia para nos referirmos a grupos indígenas ou de nativos. Porém, o termo etnia deve ser usado para designar diversos grupos étnicos existentes no mundo, de acordo com o próprio conceito: deriva do grego ethnos, cujo significado é povo. A etnia representa a consciência de um grupo de pessoas que se diferencia dos outros. Esta diferenciação ocorre em função de aspectos culturais, históricos, linguísticos, raciais, artísticos e religiosos.

                  Look étnico                                                   Espírito multi-étnico (?)

Caras das Guerras    

A etnia não é um conceito estático. O aumento populacional e o contacto de um povo com outros (miscigenação cultural)  provoca mudanças numa determinada etnia.

      Acessórios étnicos                        Calçado étnico                      sociedade multi-étnica

     

                                          24.000 grupos étnicos no mundo

Podemos afirmar então que Portugal integra 8 grupos étnicos? Os 7 representados na figura e os portugueses ‘residentes’?

Distribuição percentual , por regiões de nacionalidade, da população estrangeira residente em Portugal, em 2001

10.4.09

Matrizes estéticas e étnicas. Raça ou etnia?

image Etimologia

A palavra "etnia" é derivada do grego ethnos, e significa "povo". Esse termo era tipicamente utilizado para se referir a povos não-gregos, então também tinha conotação de "estrangeiro". No posterior uso Católico-romano, havia a conotação adicional de "gentio". A palavra deixou de ser relacionada com o paganismo em princípios do Século XVIII. O uso do sentido moderno, mais próximo do original grego, começou na metade do Século XX, tendo se intensificado desde então.

Influências promotoras da interculturalidade e da partilha, denominadas étnicas.

Na Decoração movel mural2   no vestuário

na Pintura3-..... 41x41cms  50 eurnos penteados,penteados

                                                                                                             …e nas pinturas faciais

Raça versus etnia

Embora não possam ser considerados como iguais, o conceito de raça é associado ao de etnia. A diferença reside no facto de que etnia também compreende os factores culturais, como a nacionalidade, a afiliacão tribal, a Religião, a língua e as tradições, enquanto raça compreende apenas os fatores morfológicos, como cor de pele, constituição física, estatura, traço facial, etc.

Grupo étnico

É um grupo de pessoas que se identificam umas com as outras, ou são identificadas como tal por terceiros, com base em semelhanças culturais ou biológicas, ou ambas, reais ou presumidas. Tal como os conceitos de raça e nação, o de etnicidade desenvolveu-se no contexto da expansão colonial europeia.

                 PINTURAS ETNICAS Africa, Republica Dominicana, Cuba. E.T.C.

Nação, do latim natio, de natus (nascido), é a reunião de pessoas, geralmente do mesmo grupo étnico, falando o mesmo idioma e tendo os mesmos costumes, formando, assim, um povo, cujos elementos componentes trazem consigo as mesmas características étnicas e se mantêm unidos pelos hábitos, tradições, religião, língua e consciência nacional.

   

        

"Raças" humanas
O conceito de raças humanas foi usado pelos regimes coloniais e pelo apartheid (na África do Sul), para perpetuar a submissão dos colonizados; actualmente, só nos Estados Unidos se usa uma classificação da sua população em raças, alegadamente para proteger os direitos das minorias. Algumas vezes utiliza-se o termo raça para identificar um grupo cultural ou étnico-lingüístico, sem quaisquer relações com um padrão biológico. Nesse caso pode-se preferir o uso de termos como população, etnia, ou mesmo cultura.

9.4.09

CLIQUE AQUI: FELIZ  F«PÁSCOA»

7.4.09

Abril, tintas Mil…

Brinca a manhã feliz e descuidada,

como só a manhã pode brincar,

nas curvas longas desta estrada

onde os ciganos passam a cantar.

Abril anda à solta nos pinhais

coroado de rosas e de cio,

e num salto brusco, sem deixar sinais,

rasga o céu azul num assobio.

Surge uma criança de olhos vegetais,

carregados de espanto e de alegria,

e atira pedras às curvas mais distantes

- onde a voz dos ciganos se perdia.

Anilinas Poesia de Eugénio de Andrade

5.4.09

Acerca do Cartoonista Matt Groening, autor dos Simpsons

 

Matt Groening é o grande criador de Os Simpsons, série de desenhos animados para a televisão que retrata o dia-a-dia de uma família americana, exibida pela primeira vez em 1989 para a emissora FOX. Através dos protagonistas Homer, Marge, Bart, Lisa e Maggie, o cartoonista faz críticas ao comportamento humano, à sociedade e ao modo de vida americano.

Matt_Groening, cartoonista dos Simpsons 23_mattgroening_lglmattgroening1  Desde pequeno Matt adorava banda desenhada. Usou o nome dos seus familiares nos seus personagens, já Bart é apenas um anagrama com a palavra "Brat" (Matt) que significa pirralho, fedelho.

A série tem 422 episódios e 20 temporadas, o que a faz a mais antiga em exibição nos Estados Unidos. Estreou-se em 1989 e, desde então, popularizou-se nos EUA como a comédia da família, que agrada a adultos e crianças. Recebeu inúmeros prémios desde que iniciou emissões, tais como: 23 prémios Emmy, 22 Annies e um Peabody. Em 2000, o programa ganhou uma estrela na Calçada da Fama, em Hollywood. Em 1998, a revista Time elegeu-a como a melhor série televisiva do século.

                Família Simpson O autor e o Homer simpson

De enorme influência na cultura pop, serviu de inspiração para diversas outras séries animadas, além de citações em inúmeras obras de escritores, músicos e directores de cinema e televisão.

Um grande número de produtos foi criado com base no programa, desde jogos electrónicos até livros que discutem conceitos filosóficos a partir da conduta das personagens.

Curiosidades:

· A família amarela e de olhos esbugalhados está tão inserida na cultura americana que o termo “Doh!”, repetido por Homer, foi adicionado em 2001 ao Oxford English Dictionary – “expressão de frustração ou pessoa que diz ou faz algo estúpido”. 

· Acima da orelha de Homer, há um fio de cabelo em formato de "M", em alusão a "Matt"; já a orelha corresponde a letra "G" de "Groening". A assinatura do artista ;-)

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